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Duelo de Versões: Igual Não Há #5

Hoje trazemos para vocês a quinta edição da coluna duelo de versões. Desta vez, escolhemos a canção "Igual Não Há", uma composição de Anderson Freire gravada pela cantora Lauriete e depois pelo próprio compositor.


Lauriete gravou "Igual Não Há" em 2014 no disco "No Olho do Furacão", e foi um verdadeiro sucesso na voz da cantora, sendo cantada em diversos conjuntos do país

A versão de Lauriete foi produzida pelo maestro Samuel Ribeiro trazendo arranjos simples. Iniciada ao som de trompas, back vocal e toques na bateria em tom marcial, logo em seguida o violão é inserido timidamente. Na entrada de voz da cantora, a melodia e letra ganham destaque e os instrumentos recuam para a sustentação dando um toque harmônico na canção. 

A faixa não possuí uma produção muito elaborada e com grandes destaques, que nos façam suspirar e arrepiar como faziam as canções de Lauriete no passado. Porém sua letra, e interpretação singular são o grande destaque da faixa. Lauriete consegue trazer impacto mesmo com uma produção musical em um nível não muito alto. A ponte da canção e auge, neste momento os arrepios são sentidos e cantora não dispensou agudos. 

Ouça a versão de Lauriete:


Regravada em 2016 por Anderson Freire, no disco "Deus não te Rejeita", a canção ganhou uma versão com uma produção mais requintada, moderna e com melhores arranjos. Violinos são ouvidos na faixa inteira. E quem assina essa beleza é Stefano de Moraes. 

O início é diferente do de Lauriete, visto que Anderson inicia com uma declamação que exalta ao criador e logo depois o backing vocal o acompanha cantando a ponte da canção que foi trazida para o início, dando impacto bem no início. 

Logo após a introdução os instrumentos se acalmam e Anderson começa a cantar as estrofes acomapanhados de violão, bateria, alguns leves loops,  teclado e violino. O refrão é forte e novamente os violinos são destaque juntamente com o backing Vocal. Na segunda parte do refrão os violinos ganham novos arranjos e são misturados ao teclado e demais instrumentos. 

Para encerrar Anderson optou pela ponte, sem retorno ao refrão e isso deixou a canção, a nosso ver, incompleta, sem o impacto causado pela versão anterior. Porém a interpretação do cantor, junto ao backing forte e uma produção ótima, salvaram a faixa. No final podemos ouvir bem o contra baixo. 

Ouça a versão de Anderon Freire:


As duas versões possuem singularidades e pontos altos. Lauriete trouxe uma produção comum e sem muitos destaques, mas um versão forte e chamativa por sua interpretação firme, aguda e com impacto. Por outro lado, Anderson fez algumas mudanças, trouxe uma declamação, uma produção musical bem arranjada em cordas, backing forte, mas sem todo o impacto trazido anteriormente. As faixas são boas e agradam de cara. É uma composição muito boa, que exalta a Deus e mostra a sua supremacia. 

As duas versões se encaixam perfeitamente em grupos de jovens e podem ser cantadas em solo por homem e mulheres de forma confortável. Isso é muito, pois o que vimos de rapazes se matando desastrosamente pra cantar a versão de Lauriete não está no gibi. Optem pela versão de Anderson, é mais sensato, rapazes.  (rrsrrsrs). 

Agora contamos com nossa playlist Duelo de Versões no Spotify. Ouça as canções que já comentamos:


Alisson Lima e Rafael Nunes | DESKTOP GOSPEL

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