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Streaming cresce entre consumidores e venda de físicos cai. Seria essa a decadência do segmento gospel?

Inteligência é a capacidade de se adaptar à mudança.
Stephen Hawking

Com essa citação de Hawking, inicio este pequeno artigo alertando para a grande capacidade que o homem tem de se adaptar e se desenvolver cognitivamente. A capacidade de aprender, fez do homem o ser que mais se molda e se adéqua à realidade, e isso é algo bom que não deve ser ignorado.


Embora este seja um assunto que já discorremos aqui, não há como negar que não faltam fatos que revelam que a forma como as pessoas passaram a consumir músicas, mudou. Em alguns momentos onde observamos internautas discutindo sobre a venda de CDs físicos e como o mercado está mudando, percebemos que o processo adaptativo, aquele que falamos no incio, é algo que requer tempo e aceitação.

A mudança no consumo. Seria esse o motivo para a decadência do meio gospel? Os dados provam que não. Vamos entender o por que.

Assim como o disco de vinil e fita, bem como outros meios de consumo de mídias musicais, o CD está vivendo seus dias do fim. Isso se dá pelo avanço tecnológico e comodidade que o homem busca através da globalização. Atualmente é possível armazenar uma infinidade de músicas em um Smartphone, ou aparelhos especializados em reprodução de qualidade. E melhor, podemos acessar ao toque de um dedo, uma plataforma que dispõe de um catalogo diversificado de estilo musicais para todos os gostos. O Streaming é uma realidade! Entre as mais famosas temos: Deezer, Spotify, Google Play Music e iTunes.

Essa nova forma de consumir os áudios fez com as vendas de CDs e DVDs caíssem em todo o mercado fonográfico, e não foi só no gospel. Entretanto, o lucro ainda continua, visto que segundo dados divulgados pela Deezer, somente em 2016, o crescimento foi de 23%, representando uma receita de US$ 111,7 milhões. E o mercado digital geral no mundo também supera as vendas físicas – a receita é de US$ 7,8 bilhões.

A realidade é que, a forma como as músicas estão sendo consumidas mudou, e cabe a nós, usuários e e apreciadores da música, nos adequarmos a esse avanço.

Segundo dados revelados pela Playax, empresa de dados e estratégia de audiência de música, através do G1, o gospel é o segmento mais ouvido entre segunda-feira e sábado. Veja o gráfico:

Gráfico retirado do site: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/sextou-no-sertanejo-e-segundou-no-gospel-veja-como-audicao-de-estilos-no-brasil-varia-por-dia-da-semana.ghtml.

Ainda com dados revelados pelo G1, Os cantores mais ouvidos no segmento são: Aline Barros (1.617.364.578), Bruna Karla (1.462.186.623), Anderson Freire (1.275.269.332), Fernandinho (1.057.573.889) e Damares (1.024.267.779).

Com base nos dados, nos resta afirmar que de fato, chegou o fim do formato físico e que o mercado mudou mais uma vez. Essa é uma adaptação que assim como aconteceu com o disco e com a fita, levará tempo para acontecer, mas será necessária. O que restará disso serão os colecionadores que poderão exibir os dias de ouro que os discos físicos proporcionaram a música gospel e ao mercado.

Investir em singles, projetos áudio visuais e EPs se tornou a forma mais rantável e acessível, visto que a pirataria também cresceu na ultima década. 

CD ainda vende? Vende sim, mas não com o mesmo vigor e quantidade de outrora. Esse é um processo que parte dos consumidores e chega até as gravadoras e por fim aos lojistas, afetando toda a forma do mercado fonográfico. Para termo noção, até a forma de premiar os artista mudou. Agora são single e clipes que recebem certificações por acessos. 

Então, sejamos inteligentes e nos adaptemos a essa comodidade e nova forma de consumo, tendo aquilo que gostamos, sem perder a qualidade e bem estar.

Confira matéria citada do G1. clicando aqui.

Alisson Lima | DESKTOP GOSPEL

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