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O FIM DO FORMATO FÍSICO? STREAMING DE MÚSICA JÁ É A PRINCIPAL FONTE DE RENDA DA INDÚSTRIA MUSICAL NO BRASIL

O ano de 2016 foi marcado pela ascensão do mercado de streaming na indústria fonográfica global. De acordo com dados divulgados pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (International Federation of the Phonographic Industry, conhecida pela sigla IFPI), em abril deste ano, o streaming de música representa o modelo de negócios que mais gera recursos para o setor em âmbito global, na faixa de US$ 4,56 bilhões, com crescimento de mais de 60%. 


Seguindo essa tendência mundial de crescimento, o modelo de serviço de streaming está se tornando o principal meio de distribuição de música também no Brasil, com a receita correspondendo a 49% do total do mercado da indústria fonográfica. Em 2016, o serviço de streaming cresceu mais de 52% no país, representando uma receita US$ 90,8 milhões – e já rende o triplo em comparação às mídias físicas, como CD e DVD.

Se a renda do streaming for somada ao rendimento dos downloads e outras fontes do setor digital, o crescimento geral para o ano de 2016 foi de 23%, representando uma receita de US$ 111,7 milhões. E o mercado digital geral no mundo também supera as vendas físicas – a receita é de US$ 7,8 bilhões.

Diante desses dados e observando o cenário que vivemos, uma pergunta nos surge e até amedronta. Será o fim dos CDs e DVDs em formatos físicos? 

Temos visto que as gravadoras estão apostando no lançamento de DVDs e CDs de seus artistas em todas as plataformas e também no Youtube. A gravadora MK, que desde meados de 2014 passou a disponibilizar os encartes dos discos de forma digital, agora investe pesado em conteúdo para o seu canal no youtube e posta recentes lançamentos em DVDs. 

Esses fatos são preocupantes e levam os colecionadores e fãs à incerteza, visto que a cada dia a queda na venda de formatos físicos aumenta. Contudo, o que mais vemos na internet são fãs brigando e desafiando uns aos outros com vendagens de seus cantores e tiragens baixas e altas. Gente, analisem os dados, vejam se o tal "flop" (termo idiota, utilizado e criado por idiotas em discussões imbecis que designa quando algo não teve sucesso) realmente aconteceu, visto que vender muitos CDs físicos nos dias atuais, não é mais o único sinônimo de sucesso.



Pensando neste cenário global sobre a ascensão do streaming de música, bem como no mercado brasileiro, a Deezer Brasil, olhando para o perfil do público local, tem traçado estratégias dedicadas aos brasileiros, com conteúdos diferenciados e exclusivos, com foco principal em alguns dos gêneros mais populares no país: sertanejo e gospel.

"Olhamos de forma muito estratégica para o perfil de consumo de música dos brasileiros, e a partir desses dados temos traçado estratégias e metas tanto de negócios, como de posicionamento de marca e também tem nos guiado no relacionamento com os mais diversos públicos. Estamos muito entusiasmados com os resultados deste primeiro semestre e vamos investir ainda mais no segundo." afirma Bruno Vieira, Diretor Geral da Deezer no Brasil.

Em outubro de 2016, a Deezer lançou o Canal Gospel com curadoria especializada para conquistar o público evangélico e os amantes do gênero musical. Com o objetivo de fortalecer a presença da Deezer no mercado e com a preocupação de se comunicar de forma apropriada com esse nicho, o streaming buscou pessoas especializadas no segmento para auxiliar no processo de entendimento e mapeamento do mercado, criando assim um relacionamento com os principais elos do gospel. Esse projeto é contínuo e tem como objetivo valorizar a comunidade cristã, trazendo artistas e gravadoras para chancelar a iniciativa.

A Deezer também criou um projeto focado em música sertaneja para se aproximar ainda mais dos fãs da música. O gênero, que representa 60% da audiência do streaming no país, é uma das iniciativas para trazer conteúdo exclusivo.

Dentre os projetos recentes que envolveram os gêneros estão o pré-lançamento exclusivo de álbuns de grandes nomes do gospel, como Aline Barros, Thalles Roberto, Fernandinho e Jotta A, bem como a participação de Gabriela Rocha e André Valadão no desafio Deezer Mood, que também já teve a participação de artistas do sertanejo, como a participação de Simone & Simaria, Lucas Lucco, Pedro Paulo & Alex e Marília Mendonça. Faixa a Faixa, Deezer Apresenta e apresentações de artistas no escritório da Deezer com streaming ao vivo são outras iniciativas contempladas dentro da estratégia da empresa para o mercado brasileiro.

Fonte: JeffreyGroup Brasil
Alisson Lima | DESKTOP GOSPEL

4 comentários:

  1. Não há o que contestar, a forma como se consome música mudou. Embora eu goste de ter o disco no formato físico, é inegável que financeiramente o Streaming é muito mais vantajoso, sendo que os preços praticados pelo marcado físico e até mesmo o digital, como o iTunes, para a realidade brasileira são impensáveis.
    Atitudes como esta da MK Music, de divulgar seus DVDs completos no YouTube, demonstra a migração do formato físico para o digital, onde a lucratividade consegue ser maior por não ter as despesas da logística empregada no meio físico.

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    1. As plataformas digitais se tornaram de fato um meio muito lucrativo, o retorno é maior, visto que não há investimentos com fabricação e nem distribuição bem como outras formas para o resultado final do físico. Infelizmente, o fim do formato físico está à nossa porta.

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  2. Não pode acabar o formato físico, não!

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