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Desktop Analisa: "A Porta", lançamento de Felipe Farkas


Voltamos mais uma vez com nosso quadro de analises, porém, desta vez estamos com uma novidade. A analise será completa, envolvendo produção das canções em geral e o projeto gráfico. E para iniciarmos essa novidade trazemos com exclusividade o lançamento “A porta” de Felipe Farkas. Sem mais, vamos a análise.


Ao som de tambores “Marcha Exército” é anunciada. Ao passo que a canção se inicia, instrumentos de sopro são inseridos juntamente com as guitarras. Uma das músicas mais pentecostais do CD que conta com a participação de Vanilda Bordieri, que abrilhantou ainda mais a música com seus drives conhecidos. O backing vocal merece destaque, trazendo uma beleza para na canção. Depois de uma declamação seguida de resposta, “Marcha Exército” ganha uma ponte de tirar o fôlego, que após frases seguidas em dueto, ganha uma leveza interpretada por Vanilda. Mas a canção não perde força, e os cantores voltam novamente acompanhados pelo backing, violinos, bateria e demais instrumentos cantando: “por isso marcha com fé, exército vencedor, marcha com fé quem te ordena é o senhor”, e novamente cantam a ponte. A letra nos apresenta uma mensagem de encorajamento à igreja, dizendo que as “portas do inferno não vão prevalecer” contra a noiva do cordeiro. Quem assina a letra é Ervâncio.


“A Porta”, canção titulo do CD é uma composição de Biah Novo. Seguindo o mesmo estilo introdutório da canção anterior, ela  é apresentada com batidas fortes misturadas a guitarra e violinos. Quando o cantor inicia, os instrumentos se silenciam por um curto espaço de tempo. Com maestria Felipe se impõe na música, que segue uma linha de arranjos simples com um backing afinado. Essa canção é daquelas que se destaca pela forma que os instrumentos de corda são colocados. Ronny Barboza soube mais uma vez se reinventar, usando muito bem violinos e dando destaque para guitarra e contra baixo que pode ser ouvido em toda a canção. “Tome posse da vitória, tome possa da vitória meu irmão...” é a ponte da canção, que ganha força com a interpretação de Felipe, misturada ao backing de triplo que compõe o disco. Merece muitos replays. 


Para os amantes de hinos de fogo, “pentecostais até o tutano” (rsrs), eis que surge “Os três e a fornalha”, assinada por Felipe Farkas. Como o titulo já diz, a canção narra a história dos jovens, Sadraque, Mesaque e Abednego que foram levados cativos para Babilônia devendo ali, adorar a estátua construída por Nabucodonosor. A canção inicia de forma tímida, com batidas e um leve som de sanfona ao fundo que já sugere o estilo da canção. Ao som de cordas e teclado, Felipe introduz a música e canta a história. No refrão, finalmente a canção se mostra. Sanfona, baixo e batidas rápidas não foram poupadas. O backing vocal novamente deu luz à faixa, respondendo com sintonia as frases cantadas por Felipe.
 
“O Imutável”, já apresentada aqui no DG é a quarta faixa. A canção traz uma produção baseada em teclado e guitarras, e como um bom pentecostal, os violinos não foram poupados. Já conhecida por alguns, a letra mostra a grandeza de Deus, sua soberania e superioridade sendo imutável. Felipe não decepcionou na interpretação, de forma afinadíssima ele se impôs na música, que a cada vez vai crescendo e ganha novos arranjos com base em violinos e guitarra. Ronny Barboza mais uma vez mostrou todo seu talento e sem dúvida alguma a canção merece vários replays, fazendo a alegria de muitos cantores que agora podem cantar o grande poder do “Imutável” através deste louvor. Cláudio Louvor é o compositor. 

Ouça a canção:


Chegamos à minha canção preferida desse projeto. “O arrebatamento” é um dueto com Flávia Rufino. As vozes foram tão bem posicionadas, que o casamento entre ambas é perfeito e muito bom de ouvir. Flávia deu um show na segunda voz, e Felipe como sempre de forma afinada completou o conjunto. A cada frase que eles fazem de forma solo, se espera na sequência a junção sincrônica das vozes. A canção traz uma produção simples e uma letra também simplória, mas não perde em beleza. Baking vocal novamente se sobressaiu.  Arrebatou, Jesus já levou a igreja, para os crentes salvos é o fim da peleja, tudo terminado, tudo acabado. Agora um novo hino , novas vestes, novo lar, um novo céu. Lá no além. Arrebatou, arrebatou Jesus já voltou. Feliz é aquele que se preparou. Na eternidade não terá mais dor, agora pelos séculos dos séculos, amém”. Diz à canção que com certeza será cantada por vários conjuntos e merece vários replays (rsrsr). “A alegria dos salvos não vai terminar...” é cantada ao som de batidas fortes e anuncia a finalização, que chega com a mesma frase entoada no inicio da canção. “Breve virá”, o cordeiro que venceu, o filho do homem nascido de mulher, aquele que veio para esmagar a cabeça da serpente... Hô Glória.   Quem assina a composição é Lael Neves.


Violão, teclado, guitarra e bateria anunciam umas das melhores desse CD. “O Dono do meu coração” é uma composição de Felipe Farkas. Um pop pentecostal bem feito mostra a exclusividade de um adorador. “Um projeto falido, todo mundo desistiu. Jogado lá no campo, lá do céu ele me viu.” Cantada em primeira pessoa a letra mostra que a o coração de um adorador tem dono, tem exclusividade, e o foco é o céu. Guitarras foram novamente bem mescladas ao teclado e bateria. Backing vocal novamente fez arranjos de excelente qualidade sonora. Aperte play, depois o replay e seja feliz ouvindo essa bela canção (srsrsr).

Assinada por Gislaine e Mylena, “Estou Profetizando” é a penúltima faixa do CD. (Mas já? Como assim? rsrsrsr). A sétima canção, é bem simples e chama atenção por isso. Reflexiva e pentecostal se fez necessária ao disco. Traz arranjos simples e uma interpretação na medida certa. “Nos quatro cantos eu já sinto, soprar o vento do espirito...” é a ponte que traz palavras bem colocadas. Que esse vento seja sentido no momento que você esteja ouvindo essa canção.


Chegamos ao fim do CD. Isso mesmo, são somente oito faixas, e, oito boas canções. “Além do Rio”, minha preferida número 2 (rsrsr). Violinos são inseridos ao passo que a canção ganha forma. Acompanhado de teclados, uma bateria modesta e um baixo perceptível, Felipe vai cantando e encantando. Essa é uma daquelas que arrepia, e, quando pensamos que a canção não pode ficar melhor, o cantor inicia uma declamação suave. Os violinos voltam a dançar (rsrsr) e o ambiente celestial pode ser sentido. “Quando eu chegar, além do rio. Jesus eu verei...” Essa é a esperança dos fieis que aguardam a vinda do “ultimo Adão”. Repetidas vezes a palavra “Aleluia, aleluia, aleluia, hô aleluia...” anuncia o encerramento do disco de forma suave, e pela ultima vez o refrão é entoado e as batidas ganham forças, e, “quando chegar além do rio, Jesus eu verei” é letra de Moisés Cleyton. 

O repertório é bem equilibrado, passeia pelo pentecostal, passa pelo pop-pentecostal, e encerra com uma adoração mesclada ao pentecostal. Felipe soube escolher bem as canções e a produção assinada por Ronny Barboza mais uma vez foi destaque. O backing vocal composto por Paulo Zukini, Hedy Barboza e Paloma Possi mais uma vez foi de arrepiar. 

Enfim chegamos a segunda parte de nossa análise. O projeto gráfico ficou na responsabilidade da agência ME Designer dos competentes amigos Marcos Aurélio e Everton Lima, com fotografias de Jonatas Fernandes. 

A capa do álbum nos mostra a beleza em cores quentes misturadas à frias. A fonte usada no titulo mostra modernidade e a do nome do cantor, uma simplicidade tradicional. Bem temática, a foto usada não poderia ser melhor, formando um conjunto que salta ao olhos com um conceito bem moderno e atraente. 

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A primeira lâmina do projeto mostra novamente uma cor quente, uma foto do cantor foi inserida e arcos separam e destacam os títulos das letras em todo o encarte. Na segunda canção e lâmina, as cores quentes dão lugar as frias e eu azul é inserido de forma que se mistura com as fotos e as outras cores. Um montagem de duas fotos é apresentada  ao lado da letra e  uma foto inteira é destacada novamente. Quando viramos o projeto, chegamos na terceira lâmina, o azul novamente prevalece, juntando-se ao um verde timidamente inserido pela paisagem. Na quarta lâmina as cores quentes voltam, três letras são inseridas e os designers "brincaram" com as fotos, letras e títulos. Para encerrar temos o ultimo conjunto de letras, chegamos a ultima mina. Aqui a foto é o destaque que faltava nesse ponto. Cores quentes prevalecem nas laterais, quebradas ao meio pela imagem do cantor que usa um blazer azul, mostrando todo o requinte fotográfico. Para finalizar, os agradecimentos e ficha técnica são separados por arcos que fazem um passeio por todo o encarte. 
 
Não costumamos atribuir nota aos discos. Mas esse merece um 10. Não estamos exagerando? Se observamos bem, não estamos. Raramente se consegue um disco com tamanha qualidade no quesito produção, voz, repertório e arte. Mas você pode se perguntar: Como um CD de 08 faixas merece nota 10? A resposta novamente se volta para a qualidade do álbum. Não adianta gravar 15 músicas e entre elas algumas servirem somente para “encher linguiça”. São somente oito, e como já disse, oito excelentes canções, inseridas em um contexto gráfico moderno e de ótimo gosto visual.
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Alisson Lima | DESKTOP GOSPEL

2 comentários:

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