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Câmara cassa o mandato do deputado federal André Vargas

A Câmara dos Deputados cassou nesta quarta-feira (10) o mandato do deputado federal André Vargas (sem partido-PR) por quebra de decoro parlamentar. Ele é suspeito de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, acusado de comandar um esquema de corrupção que atuava na Petrobras. 

A votação que cassou o mandato do parlamentar do Paraná foi aberta. O placar eletrônico do plenário da Câmara registrou 359 votos favoráveis pela cassação, um contrário e seis abstenções. O único parlamentar que votou contra a perda do mandato de Vargas foi o deputado José Airton (PT-CE). 

Para que André Vargas perdesse o mandato, era necessário que, ao menos, 257 deputados votassem a favor da cassação. A maioria dos partidos com representação na Câmara, incluindo o PT, orientou suas bancadas a votar pela perda do mandato do ex-deputado petista. Apenas os líderes de PMN e PEN optaram por liberar os paralmentares na votação. 

Vargas não compareceu à sessão desta quarta-feira, apesar de, no mês passado, ter dispensado seu advogado, optando por fazer pessoalmente sua defesa. À Câmara, ele disse que não poderia ir ao Legislativo se autodefender por não ter condições de falar. 

No entanto, André Vargas conversou duas vezes nesta quarta-feira, por telefone, com a reportagem do G1. “Não irei de forma alguma a Brasília. Minha licença expira só hoje [quarta] à noite”, ressaltou Vargas na primeira ligação. 

Ao final da votação, Vargas afirmou ao G1, por telefone, que não acompanhou a sessão porque está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele, contudo, não quis informar o motivo da internação. “Não estou [acompanhando a votação] porque estou internado no hospital Albert Einstein. Eu não estou acompanhando pela TV”, declarou. 

Em seguida, ele foi informado pela reportagem que a cassação de seu mandato tinha acabado de ser aprovada. “Quanto foi o placar?”, questionou. 

Ao ser indagado sobre as medidas que pretendia tomar diante da cassação, o deputado se limitou a dizer: “Eu não vou comentar, eu não vou comentar.” 

Na noite da última segunda-feira (08), o agora deputado cassado chegou a protocolar um recurso na Câmara pedindo o adiamento da sessão que agendada para analisar seu processo de quebra de decoro. No ofício, o parlamentar paranaense alegou aos dirigentes da Casa que, devido à recuperação da cirurgia odontológica realizada na semana passada, ele não poderia se defender no plenário já que estava sem condições de falar. 

Vargas chegou a enviar na segunda-feira um atestado médico comprovando a realização da cirurgia. Na ocasião, solicitou uma licença médica até esta quarta-feira. 

Para comprovar a realização do procedimento cirúrgico, a assessoria de Vargas enviou fotos da arcada dentária do deputado com um dente extraído. No entanto, o pedido de adiamento foi negado pela direção da Câmara sob o argumento de que o regimento interno exige, nesses casos, a indicação de uma junta médica para examinar o parlamentar.

Fonte: Verdade Gospel 

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