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Igrejas cristãs arrecadaram R$ 21,5 bilhões no Brasil em 2012

O jornal O Estado de Minas (EM) conseguiu dados dos valores arrecadados por igrejas católicas e evangélicas em 2012 chegando ao montante de R$21,5 bilhões. 

Esses valores foram contabilizados com base em dados recentes levantados pela Receita Federal. Pela conta da publicação, diariamente as igrejas do Brasil arrecadam R$60 milhões. 

Desse valor, 72% provem das doações, dízimos e ofertas que são recolhidos tanto de católicos, como de evangélicos. Os demais rendimentos são frutos de aluguel ou venda de bens ou aplicações financeiras como investimento em renda fixa ou na bolsa de valores. 

Apesar dos altos valores, os líderes cristãos não aceitam o termo “lucro”. “Não há uma relação de lucro nem de acumular, mas de investir naquilo que ela (a igreja) acredita, que é a fé”, disse o Vigário Flávio Campos, da Igreja de São José, de Belo Horizonte. 

Mas para o professor Eduardo Gusmão, do Núcleo de Estudos Avançados em Religião e Globalização da PUC de Goiás arrecadar e investir dinheiro não deixa de ser lucro. “O lucro pode não ser a finalidade última, mas se toda instituição religiosa quer crescer de alguma forma, ela precisa ganhar mais do que gasta, e isso não deixa de ser lucro.” 

Minas Gerais é o estado com mais católicos, 70,6% da população, sendo que a média nacional é de 64,6% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No total são 273 paróquias espalhadas por 28 municípios só na região metropolitana de Belo Horizonte. 

Todos os valores arrecadados por estas igrejas servem para bancar o dia a dia dos templos, como a manutenção das paróquias e até mesmo a construção. Para se ter uma ideia, a Catedral Cristo Rei, localizada em Belo Horizonte, tem orçamento de R$100 milhões. Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, morto em dezembro de 2012, o templo já arrecadou 20% dos recursos necessários. 

A reforma da Igreja de São José, no centro da capital mineira, também foi realizada com o dinheiro dos fiéis. A primeira etapa da reforma custou R$2 milhões. 

As igrejas nunca vão gerir o dinheiro como o mercado. Até porque, em tese, não existe a intenção de tirar o máximo de proveito dos bens”, diz o padre Valeriano Santos Costa que é diretor da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

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