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Na semana do natal, Época destaca "Jesus, um mistério que vai além da história"

Trabalhando em uma biblioteca onde chegam revistas constantemente, uma em especial me chamou a atenção. Enquanto outras relembram fatos que marcaram o ano de 2012 por meio de retrospectivas, a revista Época traz na capa o tema "Jesus, um mistério que vai além da história".

Na edição de 24 de dezembro, a matéria "O que sabemos sobre Jesus" não poderia ser publicada em dias melhores. Para a data que marca o nascimento de Cristo, a revista levanta questionamentos sobre o nascimento do Menino de Nazaré e afirma que sua aparição no mundo não se fundamenta em fatos reais.

A matéria se inicia destacando o recém-descoberto, que segundo a revista ficou batizado como "O Evangelho da Mulher de Jesus". Mesmo tento um tamanho de um cartão de crédito, o achado contem oito linhas, e em uma delas há a frase "Minha Mulher" que supostamente foi dita pelo próprio Jesus. 

Porém, muitos acreditam que o fragmento seja uma farsa, por essa razão o mesmo se encontra em análise para descobrir se a tinta usada é realmente antiga ou não passe de algo forjado recentemente.

A revista também ressalta: "Em nenhum momento, a Bíblia diz em que ano Jesus veio ao mundo, ou se ele nasceu em 25 de dezembro(...) Nem diz que eram três os Reis Magos que foram visitá-lo". 

Os relatos que se seguem na matéria chamam ainda mais a atenção. Ao extrair textos do Proto-Evangelho de Tiago, onde menciona o nascimento de Maria, cuja mãe era estéril, e por intervenção divina houve a concepção: "Sua mãe, Ana, seria estéril, mas Deus lhe deu a graça da concepção." destaca.

Ainda no Proto-Evangelho de Thiago, o nascimento de Jesus é narrado de uma forma totalmente diferente do que estamos familiarizados, com direito a 'tempo parado' e 'Mão de parteira pegando fogo', confira o trecho da matéria: "Na viagem para Belém, Jesus nasce. Há numerosos detalhes apócrifos, entre eles uma fascinante descrição em primeira pessoa, de José, sobre como o tempo parou quando Jesus veio ao mundo(...) A mão que Salomé usou para tocar Maria começa a pegar fogo, como punição por sua descrença. Por instrução divina, ela acolhe a criança, e sua mão volta ao normal.".

Saindo de textos sem importância e entrando para o livro sagrado, Época menciona as 'contradições' existentes nos evangelhos de Mateus e Lucas, livros que dão incio ao Novo Testamento na Bíblia. Para o redator da matéria, ambos os livros parecem ser inconciliáveis: "De cara, divergem sobre a genealogia de José: cada um cita pai, avô e bisavô diferentes(...) As discrepâncias se estendem ao longo dos outros capítulos." diz.

"É Mentira", mesmo não existindo essa frase no texto, a matéria deixa bem claro que é isso o que parece ser: "O evangelho não é uma história baseada em fatos", "Há outras tantas narrativas implausíveis nos relatos" e para finalizar "A história do menino Jesus e sua aparição no mundo se fundamentam não no que realmente aconteceu. Sustentam-se, sim, naquilo que desfrutam todos os que acreditam que a história como essa levam a uma verdade maior.".

Leia a revista Época, edição 762, de 24 de dezembro e confira na íntegra os questionários deixados no decorrer do texto e as duvidas postas nas entrelinhas.

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Por Gilson Evangelista

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